Wednesday, November 10, 2010
Receita de sucesso
"O Solista", de Joe Wright poderá agradar tanto a cinéfilos de carteirinha quanto a vovós que sempre buscam filmes com uma moral.Nele, o jornalista Steve Lopez (Robert Downey Jr.), na sua busca por uma história interessante pelas ruas de Los Angeles, conhece Nathaniel (Jamie Foxx), um andarilho violoncelista que sofre de esquizofrenia.Fascinado com o talento de Nathaniel, aos poucos Lopez descobre seu passado de brilhante aluno no prestigioso conservatório de Juliard School abandonado depois de constantes crises da doença que o fizeram se afastar não só da arte como da vida em família.
Lopez, que de início só queria escrever um artigo para o Los Angeles Times, acaba incômodamente envolvido com a condição de Nathaniel.Resolve, então, adotá-lo, guiando-o a uma possível carreira musical, coisa que não dá certo pela inconstância mental do "homeless" que simplesmente não consegue se enquadrar nos nossos modos de vida ortodoxos.
Robert Downey Jr. se sai bem no papel do jornalista que se esquiva de comprometimentos pessoais com outras pessoas.Junte-se a isso lindas imagens de L.A., algumas doses discretas de humor e pronto, temos o nosso filme redentor e com uma mensagem positiva.
O que não chega a ser algo condenável ou que nos impossibilite de extrair distração por duas horas.E afinal, nada como nos deixar envolver por uma boa história, relevando certos clichês no roteiro.
Além do que, fãs de Robert Downey Jr. terão mil razões para reafirmar o quanto o cara é bom - e ele é mesmo.
Lopez, que de início só queria escrever um artigo para o Los Angeles Times, acaba incômodamente envolvido com a condição de Nathaniel.Resolve, então, adotá-lo, guiando-o a uma possível carreira musical, coisa que não dá certo pela inconstância mental do "homeless" que simplesmente não consegue se enquadrar nos nossos modos de vida ortodoxos.
Robert Downey Jr. se sai bem no papel do jornalista que se esquiva de comprometimentos pessoais com outras pessoas.Junte-se a isso lindas imagens de L.A., algumas doses discretas de humor e pronto, temos o nosso filme redentor e com uma mensagem positiva.
O que não chega a ser algo condenável ou que nos impossibilite de extrair distração por duas horas.E afinal, nada como nos deixar envolver por uma boa história, relevando certos clichês no roteiro.
Além do que, fãs de Robert Downey Jr. terão mil razões para reafirmar o quanto o cara é bom - e ele é mesmo.
