Wednesday, November 10, 2010
Namorada de Programa
O filme Confissões de Uma Garota de Programa, de Steven Soderbergh, foi rechaçado pela crítica brasileira e ignorado pelo público, por isso a minha expectativa ao assiti-lo não era das melhores.Ou seja, esperava ver um filme no mínimo chato.Mas qual foi a minha surpresa, ao descobrir que os críticos, vejam só, estavam errados."The Girlfriend Experience" é um filme interessante, atípico no panorama do cinema americano, dirigido por um cineasta que trafega com desenvoltura não só pelo mainstream como também pelo circuito dito "alternativo".
O filme conta a história de Chelsea, uma garota de programa que serve à alta classe de Nova York, ou seja, corretores da bolsa, economistas, empresários e endinheirados em geral, que antes (ou durante) as transas parecem mais preocupados com a crise econômica e procuram o sexo pago mais com o intuito de desestressar do que ter uma relação sexual decente.
Chelsea é linda, inteligente, culta o suficiente para conversar de igual pra igual com seus clientes, e alguns a procurarão apenas para conversar.Ela namora um personal trainer que também atende à alta-roda novaiorquina e não parece se incomodar com a ocupação de sua garota.Chelsea é dura como uma mulher de negócios, calculista e estritamente profissional até o dia em que encontra um cliente que ira desestabilizar suas convicções.
A história nos é apresentada de forma descontínua, com avanços e recuos no tempo, fazendo com que o desfecho de alguns episódios apareça no começo e só saibamos como tudo começou, no final.
A jovem Chelsea é interpretada pela atriz pornô Sacha Grey, e a ironia é que não há uma única cena de sexo ou mesmo de nudez em todo o filme.Chama a atenção a fotografia - belíssima - no registro da opulência vazia, e por vezes árida, dos sagões de hotéis e restaurantes na Big Apple, um mundo em que só o dinheiro importa, e por mais que se consiga tê-lo nunca parece o bastante.
Se tudo isso não faz de Confissões... um ótimo filme não sei mais o que faria.
O filme conta a história de Chelsea, uma garota de programa que serve à alta classe de Nova York, ou seja, corretores da bolsa, economistas, empresários e endinheirados em geral, que antes (ou durante) as transas parecem mais preocupados com a crise econômica e procuram o sexo pago mais com o intuito de desestressar do que ter uma relação sexual decente.
Chelsea é linda, inteligente, culta o suficiente para conversar de igual pra igual com seus clientes, e alguns a procurarão apenas para conversar.Ela namora um personal trainer que também atende à alta-roda novaiorquina e não parece se incomodar com a ocupação de sua garota.Chelsea é dura como uma mulher de negócios, calculista e estritamente profissional até o dia em que encontra um cliente que ira desestabilizar suas convicções.
A história nos é apresentada de forma descontínua, com avanços e recuos no tempo, fazendo com que o desfecho de alguns episódios apareça no começo e só saibamos como tudo começou, no final.
A jovem Chelsea é interpretada pela atriz pornô Sacha Grey, e a ironia é que não há uma única cena de sexo ou mesmo de nudez em todo o filme.Chama a atenção a fotografia - belíssima - no registro da opulência vazia, e por vezes árida, dos sagões de hotéis e restaurantes na Big Apple, um mundo em que só o dinheiro importa, e por mais que se consiga tê-lo nunca parece o bastante.
Se tudo isso não faz de Confissões... um ótimo filme não sei mais o que faria.
