Wednesday, November 10, 2010
Corações Partidos
Pedro Almodovar vem utilizando com muita propriedade o melodrama há já algum tempo, mas desta vez com Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), incursiona pelo cinema noir, e se sai tão bem quanto os mestres do gênero.O filme conta a história de Mateo, um roteirista cego que tenta acertar as contas com seu passado trágico.Ex-diretor de cinema, quando ainda enxergava, se apaixonou pela atriz principal de seu filme, coincidentemente também esposa do produtor.A atriz deslumbrante é Lena (Penélope Cruz), que no passado dividia-se entre o trabalho como secretária de um velho e rico empresário e os afazeres como prostituta.Depois de casada - com o tal empresário (e também futuro produtor do filme) - e de ter resolvido todos os seus problemas financeiros, decide dedicar-se à carreira de atriz, apesentando-se ao diretor Mateo.
Almodovar vem aprimorando seu estilo filme a filme, e acertando sempre.Consegue extrair grandeza dos episódios mais prosaicos e um certo prosaísmo das mais tensas e trágicas situações.As cores fortes dos cenários e figurinos servem mais como ênfase da passionalidade de suas tramas do que a um possível edulcoramento da vida.
Seus personagens não se furtam a realizar seus anseios, antes agem como se não houvesse outra escolha.No final a paixão é sempre mais forte que a razão.E o humor, por pior que seja a situação sempre acaba se imiscuindo, coisa que o fã do cineasta já conhece e prevê quase que a cada sequência.
Abraços Partidos pode ser descrito como uma mistura de telenovela com cinema noir, dois gêneros que Almodovar conhece bem e que no fundo talvez não sejam assim tão diferentes.Tanto um como outro têm códigos muito bem precisos, sabemos quem são os mocinhos e os bandidos, aqueles que desprezaremos e a quem iremos desejar.E aqui, diga-se de passagem, o desejo recai todo sobre Penelope Cruz.
Almodovar vem aprimorando seu estilo filme a filme, e acertando sempre.Consegue extrair grandeza dos episódios mais prosaicos e um certo prosaísmo das mais tensas e trágicas situações.As cores fortes dos cenários e figurinos servem mais como ênfase da passionalidade de suas tramas do que a um possível edulcoramento da vida.
Seus personagens não se furtam a realizar seus anseios, antes agem como se não houvesse outra escolha.No final a paixão é sempre mais forte que a razão.E o humor, por pior que seja a situação sempre acaba se imiscuindo, coisa que o fã do cineasta já conhece e prevê quase que a cada sequência.
Abraços Partidos pode ser descrito como uma mistura de telenovela com cinema noir, dois gêneros que Almodovar conhece bem e que no fundo talvez não sejam assim tão diferentes.Tanto um como outro têm códigos muito bem precisos, sabemos quem são os mocinhos e os bandidos, aqueles que desprezaremos e a quem iremos desejar.E aqui, diga-se de passagem, o desejo recai todo sobre Penelope Cruz.
