Monday, May 28, 2007

Mais Cinema à Italiana

“Vermelho Como o Céu” (Rosso Come Il Cielo), de Cristiano Bortone, é mais um exemplo da pujança do atual cinema italiano.Conta a história do garoto Mirco, que sofre um acidente doméstico e perde sua visão, sendo mandado por seus pais a uma instituição educacional para crianças cegas, um tipo de colégio interno existente na Itália nos anos 70, época em que se passa o filme.Lá, Mirco inicialmente destilando toda a contrariedade e raiva pela sua nova e terrível condição, acaba fazendo amizade com o menino Felice, um gordinho simpático que logo se torna seu cúmplice nas mil artimanhas que inventam e nas confusões em que se metem por conta delas.

Apesar de ser um colégio para “crianças especiais”, os alunos comportam-se como os de qualquer outra escola.Existem richas entre os alunos, o valentão que implica com o recém chegado, o diretor linha-dura, a saídas para “matar aula”, e como se trata de uma instituição só para garotos, o mistério e o choque quando eles entram em contato com o sexo oposto.No caso, Francesca, a filha de uma faxineira da escola, que logo conquistará a amizade de Mirco e também se tornará sua cúmplice nas peripécias radiofônicas que inventam.Pequenas peças dramatizadas pelas crianças, que por não conseguirem enxergar o que se passa na tela do cinema, acabam desenvolvendo todo o seu imaginário através dos sons.E por meio deles descobrem o mundo e o traduzem encontrando para cada efeito da natureza um correlato forjado na sua semelhança.

“Vermelho Como o Céu”, filme baseado em fatos reais, é cheio de boas intenções, mas a despeito delas, eram bem poucos os espectadores na sala do cinema.Talvez se fosse uma produção americana obtivesse um público maior.E não seria surpresa se Hollywood refilmasse a história.

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