Wednesday, August 23, 2006

O Que é aquilo no Céu?


Não é um pássaro, não é um avião, não é Christopher Reeve mas ainda assim é o Super-Homem!Depois de vinte anos longe da tela grande o grande herói volta em grande estilo e agradando.O público e a crítica americanos adoraram e o filme é bom mesmo, se bem que ainda prefiro o primeiro.
Se naquela época o herói mudava o curso da história por causa da mulher, hoje quem muda o curso para salvá-lo é ela.Sinal de fragilidade do macho-moderno?I don`t think so.
O mundo consegue viver sem o Super-Homem?E o Super-Homem, consegue viver sem o mundo?Sem Lois Lane?

Depois de uma ausencia de cinco anos em que Kar-el saiu de cena tentando “se encontrar”, ele volta a Metrópolis e encontra as coisas um pouquinho diferentes.Sua amada Lois agora é uma mulher casada e com um filho pequeno, provavelmente cinco anos, o tempo exato em que Kar-el ficou fora de circulação.

A ausencia do Homem de Aço também proporcionou a soltura do seu maior rival Lex Luthor, que agora sem a srta. Teschmacher e sem seu ajudante Otis, arquiteta mais um plano mirabolante para dominar o mundo e acabar com o Super.Mas e se Luthor conseguir o seu perverso intento, quem poderá nos defender?O Chapolin Colorado já se aposentou.

Incrível como durante os créditos iniciais ouvindo o eterno tema composto por John Williams (o genio) me bateu uma nostalgia, um flasback, eu me senti como se estivesse sendo transportado no tempo até o final da década de 70 quando dentro de um outro cinema assisti, extasiado, ao filme com Reeve, Hackman e Kidder e aqules letreiros que vinham em direção à gente.

Mas, de volta para o futuro, o que posso dizer sobre o filme é: competente, interessante, empolgante, que Brandon Routh convence como o novo Superman(e veremos como admistra sua imagem daqui pra frente, pois Reeve penou pra conseguir outros papéis) que Kate Bosworth funciona bem como Lois Lane mas eu ainda prefiro Teri Hatcher (que viveu a personagem no seriado de TV “As Aventuras de Lois & Clark”), a atual esposa desesperada favorita da América.Margo Kidder também tinha mais carisma do que a Lois atual.
Mas bom mesmo foi ver o grande Frank Langella novamente.Frank estrelou alguns filmes memoráveis como o Drácula de John Badham.Agora ele é Perry White, o chefão do Daily Planet (o Planeta Diário, sem Hubert e Reinaldo).

Agora um parágrafo especial para Kevin Spacey, o abominávelmente charmoso Lex Luthor.Kevin supera Gene Hackman, e olhem que escrevo isto com o coração sangrando.O Luthor de Spacey equivale-se ao Curinga de Jack Nicholson.Nicholson revitalizou a imagem do vilão e agora sempre que pensamos no Curinga lembramos de Jack Nicholson interpretando o Curinga.O mesmo acontecerá com o Luthor de Kevin Spacey,o ator que não se transforma, faz com que o personagem se transforme e adapte a ele.

Os produtores mantiveram a escolha por novatos nos papéis principais do herói e de Lois Lane assim como foi feito nos anos 70.O diretor Bryan Singer dirigiu os dois X-Men e já tem agendada a sequencia das novas aventuras do Superman.Certamente vai haver um Superman re-return, ou Superman Reloaded, ou Replies, ou Strikes back, whatever.O negócio é continuar “para o alto e avante”!

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