Saturday, August 12, 2006
Morda a Bala
Em 1975 os faroestes já estavam fora de moda no cinema americano.Depois de subversões ao tema como Midnight Cowboy e Butch Cassidy & Sundance Kid, se alguém ainda quisesse realizar um western deveria agregar algum elemento novo ou no mínimo incomum a eles.
No caso de Bite The Bullet, filme de Richard Brooks que conta a história de uma espécie de enduro em quatro patas disputado por vários cavaleiros, o elemento incomum é a falta da dualidade mocinho x bandido que se ve em quase todos os filmes do genero.E ao longo da história aqueles que no começo aparecem como maus e antipáticos aos poucos afetados pela dureza do deserto e dos obstáculos que devem enfrentar durante o percurso da corrida, mostram-se mais humanos e ganham a empatia do público.Entre eles encontra-se o cara-durão,o jovem insolente, o profissional que apenas cumpre sua tarefa, o índio, e a donzela audaciosa.Todos atrás do premio de $2.000.
O cara-durão é James Coburn, a jovem audaciosa Candice Bergen, o jovem insolente,Jan-Michael Vincent.Além de Gene Hackman,como o profissional que aparenta frieza mas no fundo tem bom coração.Hackman vivia seu momento mais profícuo na carreira.Havia trabalhado em ótimos filmes (The Conversation, Bonnie & Clyde, The French Connection, que lhe deu um Oscar)e seu nome se consolidaria durante a década em grandes produções ( Superman, O Destino do Poseidon).
Apesar de ser um bom filme não se tornou um clássico nem mesmo um cult, tanto que eu nunca havia ouvido falar sobre ele antes.Portanto provavelmente não foi uma grande bilheteria.Mas é um filme com um roteiro bem armado.E algo que chama a atenção é o amor aos animais dedicado pelo personagem de Hackman,que surge no filme com a missão de entregar no local do início da corrida o cavalo milionário a seu contratador.Lá ele encontra Coburn, um velho conhecido, que lhe pergunta por que não se inscreve na corrida.Hackman, defensor dos animais, não ve a menor graça nesse tipo de disputa mas depois aceita o desafio “só pelo dinheiro”. O percurso é longo e tortuoso.Eles tem que atravessar o deserto em condições precaríssimas e aos poucos os animais vão sentindo o esforço e um deles perece no meio do caminho.
Uma das competidoras é Candice Bergen, lindíssima(se não me engano teve um affair no Brasil com Tarso de Castro).No começo seu personagem aparenta ser somente uma mulher audaciosa desafiando o mundo machista dos caubóis(afinal o filme é dos anos 70).Mas depois ve-se que havia uma outra motivação para que ela participasse da corrida.Durante o percurso eles passariam por local onde presos construíam uma estrada de ferro e um desses condenados era o amante de Bergen que apenas esperava a chegada dela para que pusessem em prática o plano de libertá-lo.
No final da corrida (e do filme) Hackman e Coburn, exaustos e em frangalhos praticamente se arrastam até a linha de chegada, alcançando-a juntos fazendo assim o final feliz deste faroeste incomum e obscuro dos anos setenta.
No caso de Bite The Bullet, filme de Richard Brooks que conta a história de uma espécie de enduro em quatro patas disputado por vários cavaleiros, o elemento incomum é a falta da dualidade mocinho x bandido que se ve em quase todos os filmes do genero.E ao longo da história aqueles que no começo aparecem como maus e antipáticos aos poucos afetados pela dureza do deserto e dos obstáculos que devem enfrentar durante o percurso da corrida, mostram-se mais humanos e ganham a empatia do público.Entre eles encontra-se o cara-durão,o jovem insolente, o profissional que apenas cumpre sua tarefa, o índio, e a donzela audaciosa.Todos atrás do premio de $2.000.
O cara-durão é James Coburn, a jovem audaciosa Candice Bergen, o jovem insolente,Jan-Michael Vincent.Além de Gene Hackman,como o profissional que aparenta frieza mas no fundo tem bom coração.Hackman vivia seu momento mais profícuo na carreira.Havia trabalhado em ótimos filmes (The Conversation, Bonnie & Clyde, The French Connection, que lhe deu um Oscar)e seu nome se consolidaria durante a década em grandes produções ( Superman, O Destino do Poseidon).
Apesar de ser um bom filme não se tornou um clássico nem mesmo um cult, tanto que eu nunca havia ouvido falar sobre ele antes.Portanto provavelmente não foi uma grande bilheteria.Mas é um filme com um roteiro bem armado.E algo que chama a atenção é o amor aos animais dedicado pelo personagem de Hackman,que surge no filme com a missão de entregar no local do início da corrida o cavalo milionário a seu contratador.Lá ele encontra Coburn, um velho conhecido, que lhe pergunta por que não se inscreve na corrida.Hackman, defensor dos animais, não ve a menor graça nesse tipo de disputa mas depois aceita o desafio “só pelo dinheiro”. O percurso é longo e tortuoso.Eles tem que atravessar o deserto em condições precaríssimas e aos poucos os animais vão sentindo o esforço e um deles perece no meio do caminho.
Uma das competidoras é Candice Bergen, lindíssima(se não me engano teve um affair no Brasil com Tarso de Castro).No começo seu personagem aparenta ser somente uma mulher audaciosa desafiando o mundo machista dos caubóis(afinal o filme é dos anos 70).Mas depois ve-se que havia uma outra motivação para que ela participasse da corrida.Durante o percurso eles passariam por local onde presos construíam uma estrada de ferro e um desses condenados era o amante de Bergen que apenas esperava a chegada dela para que pusessem em prática o plano de libertá-lo.
No final da corrida (e do filme) Hackman e Coburn, exaustos e em frangalhos praticamente se arrastam até a linha de chegada, alcançando-a juntos fazendo assim o final feliz deste faroeste incomum e obscuro dos anos setenta.